Amava sem você fazer nada, só respirando pesado, só lutando com seu peito angustiado, só perdido, só tentando ficar mesmo não sabendo como.
eu bebi saudade, a semana inteira pra domingo você me dizer que não sabe o que quer e não quer mais saber..
aah, quando eu te peço pouco
é porque quero tudo o que pode me dar
quando eu te peço pra esquecer
é porque eu quero te fazer lembrar, de tudo o que passou
ah, quando eu te digo que não penso
é porque eu não paro de pensar
quando eu tento me esconder
é porque eu só quero te mostrar o que eu ainda sou..
.. quem sabe eu ache algo mais forte, que faça eu me sentir melhor
Aquela eterna falta do que falar: i don't love you anymore, goodbye →
sabe,
eu juro que eu tento. todo dia eu repito com los hermanos a frase clichê ‘ter fé e ver coragem no amor’, com a esperança de que assim algo mude porque depois de todos esses anos, o problema só pode ser comigo.
só que você chega de mansinho, suspirando no meu ouvido um monte de palavras bonitas, me faz sorrir, me surpreende, me faz sair desse vazio de ser só pra querer ser dois. e eu? baixo toda a guarda pra você, luto com o medo, com o ciúmes, com o orgulho, com a indiferença e fico nua porque você, você é diferente de todos os outros que eu conheci.
mas sabe o que você faz, moreno? muda de ideia.
acontece que o amor existe sim, só que não pra mim.
(…) Escrevo isso e choro. Porque quero tanto e não quero tanto. Porque se acabar morro. Porque se não acabar morro. Porque sempre levo um susto quando te vejo e me pergunto como é que fiquei todos esses anos sem te ver. Porque você me entedia e dai eu desvio o rosto um segundo e já não aguento de saudade. E descubro que não é tédio mas sim cansaço porque amar é uma maratona no sol e sem água. E ainda assim, é a única sombra e água fresca que existe. Mas e se no primeiro passo eu me quebrar inteira? E se eu forçar e acabar pra sempre sem conseguir andar de novo? Eu tenho medo que você seja um caminhão de luz que me esmague e me cegue na frente de todo mundo. Eu tenho medo de ser um saquinho frágil de bolinhas de gude e de você me abrir. E minhas bolhinhas correrem cada uma para um canto do mundo. E entrarem pelas valetas do universo. E eu nunca mais conseguir me juntar do jeito que sou agora. Eu tenho medo de você abrir o espartilho superficial que aperto todos os dias para me manter ereta, firme e irônica. Minha angústia particular que me faz parecer segura. Eu tenho medo de você melhorar minha vida de um jeito que eu nunca mais possa me ajeitar, confortável, em minhas reclamações. Eu tenho medo da minha cabeça rolar, dos meus braços se desprenderem, do meu estômago sair pelos olhos. (…)
Tati Bernardi
um olhar atento vai notar, tantos detalhes pra se olhar
infinitas possibilidades ..





